Encontro em São Paulo!

Neste domingo, 13/12, a partir das 16h, receberemos, na Livraria, Bar & Café Patuscada, pessoas que acompanham os Escritores na Estrada em nossas jornadas e andanças. Um papo despretensioso sobre nossas viagens. Queremos compartilhar histórias, impressões, dar risada e dar abraços de final de ano. Puxem uma cadeira, aprumem a conversa.

O lugar não poderia ser mais bem pensado – a livraria, recém inaugurada, é do Eduardo Lacerda, quem capitaneia a Editora Patuá. O espaço pretende abrigar eventos culturais e tem um projeto aberto de crowdfunding para arrecadar fundos iniciais para colocar o projeto nos trilhos.

Fica na Rua Luis Murat, 40 em Pinheiros. Essa é a rua ladeia o cemitério da Cardeal Arcoverde. Assim, de ônibus é fácil de chegar pela Cardeal, Henrique Schaumann e Teodoro.

Estaremos lá a partir das 16h, sem muita hora para terminar.

Um grande abraço, até lá!

 

 

O Rio de Janeiro são os cariocas

Então estamos colocando os pés na estrada de novo. Ainda bem! Sabem, isso vicia.

E vamos para o Rio de Janeiro, o que é ótimo, já que é a terra-mãe da Renata, a única do grupo que não mora em São Paulo ― embora não a única do grupo cuja terra-mãe não seja São Paulo; acho que já falamos disso em algum lugar: nossa natureza é a estrada.

E então eu estava pensando sobre isso, o Rio de Janeiro. Parece que os cariocas (ou como quer que se chamem esses que moram na cidade do Rio de Janeiro, em oposição aos que moram fora da capital) tratam sua cidade como uma espécie de xodó. Diferente, muito diferente, dos que moramos em São Paulo, que amamos odiá-la. Sim: São Paulo fede, São Paulo é coquete, São Paulo, base dos bandeirantes, matadores de índios. Mas nós a amamos, isso é assunto para outro post, outro livro de poesia. Mas os cariocas não odeiam sua cidade. Não amam odiá-la. Eles a amam. Eles a adoram. É o que parece, pelo menos. Bem, como poderia ser diferente?

Parece que o Rio de Janeiro continua lindo, foi o que pensei a última vez que lá estive. Então estamos bastante empolgados com essa visita, à Cidade Maravilhosa, como poderia ser diferente?

Daí me lembro algo que ouço, de vez em quando, de paulistas e cariocas alike: o Rio de Janeiro é ótimo, o rúim são as pessoas. Carioca fala “ruim”, mas a frase é a mesma. Então, também eles, eles amam odiar. Mas não odeiam a cidade, odeiam os cariocas. O inferno são os outros. Variações sobre o tema.

Claro, falar do outro, são generalizações. É por isso que as ponho aqui, publicamente: não por orgulho em fazê-las, mas pelo futuro prazer de dispensá-las. Pois as generalizações são isso, não algo que você depois confirma ou contesta, sim o que o conhecimento próximo, aprofundado, dispensa. Cariocas amam e odeiam, como nós, paulistanos. São mais parecidos conosco do que qualquer um de nós gostaríamos.

Sendo assim, e eu acredito que assim seja, e nisso, veja, misturo um pouco essa expectativa, dessa nova incursão, com algum conhecimento de causa, de vezes passadas, belos encontros, que sempre os tive nessa cidade, então: aplica-se ali o que também dizemos de São Paulo ― adoramos dizer: não importa a cidade, importam as pessoas. O que não deixa, tampouco, de ser uma generalização. Mas uma profícua: pois é pelas pessoas que se conhece uma cidade, sejam elas quem for.

E aí enfim nossa metáfora mestra, a da ponte, começa a falhar. Pois pontes unem cidades, não pessoas. Ou… estarei enganado?

Ora veremos…

O novo

Então outro dia falei que os Escritores na Estrada era uma espécie de FLAP delivery. Claro! Se a FLAP era conhecer pessoalmente poetas de diversas origens e paragens, que não se encontram cotidianamente nos mesmos lugares, que não frequentam os lugares estabelecidos, então agora nós éramos esses poetas. À diferença que os lugares cotidianos, estabelecidos, estavam de saída afastados, porque iríamos longe… então para nós, nada seria cotidiano, nada seria estabelecido. Nós seríamos os convidados.

 

E até me sentiria mal de dizer: nós nos convidamos… se não fosse a acolhida carinhosa de tantos amigos e companheiros de ofício. Cheque a página do nosso Mapa de viagem, a cada hora recebemos novas confirmações e fechamos mais um evento. Isso prova que não somente nós, o anelo pelo intercâmbio é comum, é comum a todos nós…